Vampiro. Imortal. Mentira... A sensação de poder ilimitado, ser soberano sobre o tempo, sobre o existir, é mais uma ilusão. Tudo é finito em algum momento. Tudo acaba. Por muitos anos, séculos até, esse sentimento de onipotência me embriagou. Fui onipotente, absoluto, intocável, inumano. Quase tão imenso quanto meu ego. Dispus de inúmeras vidas, rasgando-as para sorver suas almas, rubras e molhadas, descartáveis. Sedento, sempre sedento. Ao longo dessa imensurável existência, confundi divindade com eternidade. O fato de estar aqui permanentemente não me faz superior às outras coisas do mundo, como o vento, as montanhas, ou o mar aqui a minha frente. Vejo que sempre fui uma força da natureza, ceifando vidas e devastando, como uma praga. Sem direção nem objetivo, seguindo por instinto e pelo prazer de exterminar. A vontade que eu...
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