Pular para o conteúdo principal

Let's Get Lost - Chet Baker

      Chet Baker foi um dos maiores músicos de jazz da história. Cantor e trompetista fenomenal, menos virtuoso e muito mais cool que boa parte dos jazzístas da época. Ele transbordava sensibilidade e musicalidade em sua obra. E esse documentário maravilhoso faz jus a seu imenso talento. 


      Todo em preto e branco, com belíssimas imagens, o filme é mais poético que documental. Ele traça toda a turbulenta história de Chet de forma não linear, não se preocupando de início em contar a vida dele, mas em seduzir o espectador com sua música e seu charme. 
      Os depoimentos são intercalados por cenas de Chet cercado de mulheres e admiradores (entre eles um Flea garotão), e a bordo de um Cadillac conversível, além de muitas imagens dele jovem. As partes mais duras do histórico do jazzista são deixadas para o final: suas prisões, o vício em heroína, o incidente que o fez perder vários dentes e o abandono da ex-mulher e seus quatro filhos. 

      Mas o diretor não busca levantar a verdade ou esclarecer os fatos, tudo é deixado no ar, com um leve ar de incerteza, como a personalidade do próprio Chet Baker. Esse era um efeito que ele causava nas pessoas, além de encantá-las. E percebe-se isso, mesmo nas entrevistas das ex-esposas que mesclam mágoa com carinho e admiração. 
      Chet gravou mais de 250 discos, entre álbuns solo e participações. Era bonitão, charmoso, outsider e talentosíssimo! Inspirou filmes e tocou com meio mundo. Criou um diferencial na forma de cantar, meio sussurrado, que muitos dizem ter influenciado João Gilberto e sua Bossa Nova. Foi do céu ao inferno, sendo preso, agredido, ficando sem dinheiro, e tocando aqui e ali para sobreviver e custear seu vício.


      Esse documentário, dirigido por Bruce Weber é de 1988. Poucos meses depois do filme pronto, Chet Baker faleceu em Amsterdã, despencando da janela de um hotel...
       Segue um trecho em que ele canta "Almost Blue" durante o festival de Cannes. Esplêndido!
   

      Abaixo, a primeira parte do longa-metragem para quem se empolgou. Se alguém quiser baixar, me avise, que eu disponibilizo o link nos comentários.


Comentários

Milena Torres disse…
ei robson. tudo bem? eu tenho interesse em baixar o documentário completo. pode me fornecer o link?
Obrigada. Um abraço
Robson Batt disse…
O documentário está em duas partes. É só baixar e descompactar. A legenda está separada.
Seguem os três links:
Parte 1 http://www.megaupload.com/?d=575ICK12
Parte 2 http://www.megaupload.com/?d=KQRZBG6F
Legenda http://www.megaupload.com/?d=W1K0DTL4

Aproveite, o filme é ótimo!
Guilherme disse…
Robson será que vc poderia disponibilizar novamente o documentário, estou na ânsia de assistir esse filme a muito tempo e não tenho achado... fico grato !
Robson Batt disse…
Oi, Guilherme!
Como o Megaupload saiu do ar, procurei outro link:
http://www.filestube.com/8dFSb89bMpihkzOz3eTSpP/Let-s-Get-Lost-1988-avi-006.html
Está em 8 partes.
Se você preferir torrent:
http://thepiratebay.se/torrent/5413425/Let_s_Get_Lost_(1988)[Chet_Baker_docu].DVDRip.x264-BeLLBoY
A legenda você pode baixar aqui:
http://legendas.tv/info.php?d=3fd8d2e4126d48c922dcbdb29f1fa01e
Abraços

Postagens mais visitadas deste blog

Janie Jones - A Caminho da Felicidade

Este longa-metragem foi lançado aqui no Brasil sem nenhuma divulgação, e acabou me despertando o interesse pelo contexto musical, mas tive uma imensa surpresa: o filme é muito bom! 

      Na trama, uma garota de 13 anos, Janie Jones (Abigail Breslin) é levada pela mãe, viciada em drogas, (Elisabeth Shue) para conhecer seu pai, Ethan Brand (Alessandro Nivola), um decadente band leader. Mas a mãe acaba sumindo, deixando a filha para o pai cuidar por um tempo, enquanto ela se livra do vício. Em meio à inaptidão de Ethan como pai e uma certa rejeição quanto à sua filha Janie, eles se aproximam, enquanto a banda dele acaba.

      Mesmo a história não sendo muito original, o filme conquista pelas ótimas interpretações e pela excelente trilha sonora alt-country da banda Clem Snide. A sintonia entre a dupla central, pai e filha, é vibrante, principalmente nos momentos em que a música fala mais alto, e percebe-se que o talento musical é hereditário.

     O diretor David M. Rosenthal sou…

How I Met Your Mother

Desde o início das séries de tv, um gênero que sempre rendeu boas histórias e personagens é o que aborda os encontros e desencontros da vida de solteiro. Seriados sobre grupos de amigos como "Friends" e "Seinfeld" bateram diversos recordes e conquistaram milhões de fãs pelo mundo.

      Um grande candidato a ser imortalizado é "How I Met Your Mother", literalmente: Como Eu Conheci Sua Mãe. Partindo do relato de um pai para seus filhos em 2030, de como conheceu a mãe deles. Ted, o pai, conta  suas aventuras de solteiro em Nova Iorque com seu grupo de amigos, suas ex-namoradas e casos, enquanto ele não encontra a mulher ideal para casar.

      Os personagens do seriado são muito bons e interpretados por atores muito carismáticos. Nos EUA, o programa é muito popular e já está na sétima temporada. Várias personalidades já fizeram participações, entre elas: Britney Spears, Katy Perry, Jennifer Lopez, Jorge Garcia (Hurley de Lost) e Amanda Peet. No Brasil f…

Mallu Magalhães - Pitanga

Mallu Magalhães cresceu e amadureceu, e não apenas fisicamente como pode se perceber na foto. Sua música evoluiu bastante, com claras influências de seu namorado, Marcelo Camelo. E seu último disco, "Pitanga", é delicioso.

      Depois de surgir aos 15 anos como um novíssimo talento da música, e toda super-exposição que veio a seguir, Mallu lançou dois bons discos homônimos. Mas ambos álbuns são baseados em seu estilo voz e violão, com poucas variações, principalmente no segundo, onde ensaia algumas mudanças.

      Neste seu terceiro disco, "Pitanga", Mallu mostra todo seu potencial como cantora e compositora. Destaque para as deliciosas "Baby I'm Sure", "Velha e Louca" e "Sambinha Bom".       Seguem alguns clipes dessas músicas e um belo teaser do álbum "Pitanga" feito por Camelo, exaltando sua musa.