Pular para o conteúdo principal

Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen

      Este filme já estava na minha lista de pendências há muito tempo, mas como meu trabalho nos últimos meses me consumiu muito, só pude de assisti-lo agora. E mesmo esperando um ótimo filme, ainda fiquei surpreso. O longa-metragem é ótimo! Como em "Meia-Noite Em Paris", que eu comentei AQUI, Woddy faz de Barcelona um personagem. É impossível não ficar encantado com a cidade sob a ótica do diretor.


      Diferente de outras obras de Allen, aqui não há um alter-ego seu: um personagem intelectual, atrapalhado e existencialista. E isso deixa o filme ainda mais interessante. Percebe-se o deslumbramento dele com a vida e a arte espanhola. O filme é todo quente e passional, desde a fotografia às atuações. O elenco é fantástico, e Penélope Cruz não ganhou seu Oscar por Melhor Atriz à toa, ela encanta a todo momento.


      Na trama, Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) chegam a Barcelona para passar o verão. A primeira é noiva, contida e objetiva, enquanto a outra é solteira, impulsiva e não sabe o que quer da vida. Elas acabam conhecendo um pintor, Juan Antonio (Javier Bardem) que se envolve com elas, e tem uma ex-mulher, Maria Elena (Penélope Cruz), explosiva, louca e apaixonante. Ao longo da história, o amor é tema central: complicado, irracional, confuso, inexplicável e imprescindível, da forma que for. 
        Maravilhoso! Dá vontade de pegar um avião e se mandar para Barcelona! Vejam o trailer:



Comentários

Vanessa Vieira disse…
Parabéns pela dica Robson! Estou ansiosa para assistir Vicky Cristina Barcelona! Abraços!
Robson Batt disse…
Espero que você goste tanto quanto eu!
Abs!

Postagens mais visitadas deste blog

Herbert De Perto

O Herbert Vianna foi um dos meus grandes ídolos na adolescência. Ele era o cara! Usava óculos, tocava guitarra e cantava em uma das principais bandas de rock do Brasil, e ainda pegava a Paula Toller!        Ao longo do tempo, continuei muito fã dos Paralamas do Sucesso, e passei a admirar também seu trabalho solo e suas muitas parcerias, com artistas nacionais e estrangeiros. 

      Lembro do documentário "Paralamas em Close-Up", produzido pela HBO, que contava muito da história do grupo e um pouco do rock brasileiro. Muito bom! Quem quiser procurar, tem no Youtube em 13 partes.      Quando aconteceu o acidente com o Herbert eu não pude acompanhar direito. Eu estava trabalhando muito e não sobrava tempo pra nada. Só fui me lembrar dele quando o Paralamas lançou o disco "Brasil Afora" no início de 2009. Acabou que não escutei o álbum direito, mas voltei a ficar curioso sobre o Herbert e sua música.      No final de 2009 foi lançado esse documentário: "Herbert…

Janie Jones - A Caminho da Felicidade

Este longa-metragem foi lançado aqui no Brasil sem nenhuma divulgação, e acabou me despertando o interesse pelo contexto musical, mas tive uma imensa surpresa: o filme é muito bom! 

      Na trama, uma garota de 13 anos, Janie Jones (Abigail Breslin) é levada pela mãe, viciada em drogas, (Elisabeth Shue) para conhecer seu pai, Ethan Brand (Alessandro Nivola), um decadente band leader. Mas a mãe acaba sumindo, deixando a filha para o pai cuidar por um tempo, enquanto ela se livra do vício. Em meio à inaptidão de Ethan como pai e uma certa rejeição quanto à sua filha Janie, eles se aproximam, enquanto a banda dele acaba.

      Mesmo a história não sendo muito original, o filme conquista pelas ótimas interpretações e pela excelente trilha sonora alt-country da banda Clem Snide. A sintonia entre a dupla central, pai e filha, é vibrante, principalmente nos momentos em que a música fala mais alto, e percebe-se que o talento musical é hereditário.

     O diretor David M. Rosenthal sou…

Let's Get Lost - Chet Baker

Chet Baker foi um dos maiores músicos de jazz da história. Cantor e trompetista fenomenal, menos virtuoso e muito mais cool que boa parte dos jazzístas da época. Ele transbordava sensibilidade e musicalidade em sua obra. E esse documentário maravilhoso faz jus a seu imenso talento. 

      Todo em preto e branco, com belíssimas imagens, o filme é mais poético que documental. Ele traça toda a turbulenta história de Chet de forma não linear, não se preocupando de início em contar a vida dele, mas em seduzir o espectador com sua música e seu charme.        Os depoimentos são intercalados por cenas de Chet cercado de mulheres e admiradores (entre eles um Flea garotão), e a bordo de um Cadillac conversível, além de muitas imagens dele jovem. As partes mais duras do histórico do jazzista são deixadas para o final: suas prisões, o vício em heroína, o incidente que o fez perder vários dentes e o abandono da ex-mulher e seus quatro filhos. 
      Mas o diretor não busca levantar a verdade ou…