Pular para o conteúdo principal

Grand Rapids vive!

      Sensacional esse vídeo! Meu irmão me indicou a partir de uma postagem do blog Kibe Loco (aqui), e eu fiquei impressionado com o mega clipe!
      A história é a seguinte: a revista norte-americana Newsweek fez uma matéria chamada "America's Dying Cities" (aqui) sobre 10 cidades dos Estados Unidos que estão "morrendo" devido a recente depressão econômica, do ponto de vista da diminuição do número de habitantes com menos de 18 anos de idade.


      Uma das cidades citadas, Grand Rapids, resolveu dar uma resposta de uma forma inusitada, bem-humorada, e porque não dizer, esperançosa: produziram um imenso vídeo-clipe, em plano-sequência através da cidade, com a música "American Pie", de Don Mclean ao fundo.
      O resultado é espantoso! Percebe-se que movimentaram boa parte da população, com gente cantando, tocando violão, correndo, andando de caiaque, brigando com travesseiros, dando piruetas, soltando fogos, acenando, dirigindo, dançando e se casando, num tour por boa parte da cidade. 
      No título do vídeo informa que bateram um recorde mundial, mas não consegui confirmar isso. Mas é bem provável pela quantidade de pessoas envolvidas.
      De qualquer forma, é um excelente exemplo de como bom humor, música, uma boa ideia (e alguns milhares de pessoas num clipe) podem gerar resultados mais positivos do que processos e xingamentos. Com certeza esse vídeo terá milhões de visualizações pelo mundo afora, terá inúmeros espaços de mídia espontânea e atrairá turistas e investimentos para a cidade. Pelo visto, Grand Rapids acabou de sair da UTI.

  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Let's Get Lost - Chet Baker

      Chet Baker foi um dos maiores músicos de jazz da história. Cantor e trompetista fenomenal, menos virtuoso e muito mais cool que boa parte dos jazzístas da época. Ele transbordava sensibilidade e musicalidade em sua obra. E esse documentário maravilhoso faz jus a seu imenso talento.        Todo em preto e branco, com belíssimas imagens, o filme é mais poético que documental. Ele traça toda a turbulenta história de Chet de forma não linear, não se preocupando de início em contar a vida dele, mas em seduzir o espectador com sua música e seu charme.        Os depoimentos são intercalados por cenas de Chet cercado de mulheres e admiradores (entre eles um Flea garotão), e a bordo de um Cadillac conversível, além de muitas imagens dele jovem. As partes mais duras do histórico do jazzista são deixadas para o final: suas prisões, o vício em heroína, o incidente que o fez perder vários dentes e o abandono da ex-mulher e seus quatro fi...

O Cidadão de Bem

       Maurício Gomyde escreveu um livro necessário para refletir sobre o Brasil de 2020. Sem entrar no contexto político, Maurício criou um retrato sobre polarização, preconceito, identidade e hipocrisia em duas famílias.     A partir do inquérito sobre um tiro, trama e personagens são apresentados aos poucos, como num suspense. Ao longo do livro, percebe-se que tão importante quanto entender como aconteceu o tiro, é preciso conhecer as pessoas envolvidas.       De forma brilhante, Maurício inseriu falas reais de várias personalidades políticas da atualidade nos diálogos. O resultado é impressionante. No contexto da história, algumas citações chegam a ser chocantes, e funcionam aumentando a dramaticidade.      O Cidadão de Bem é certamente o melhor livro do Maurício Gomyde, e se torna já um clássico imediato para as gerações futuras, como uma radiografia do nosso país de hoje.

Refresco

      Como falei numa outra postagem ( aqui ), tenho compulsão por discos, músicas. Minha não tão nova compulsão são os livros. Não resisto a uma promoção de R$ 9,90 sem comprar mais um!       Numa destas incursões aos livros promocionais, me deparei com este: Refresco. Confesso, c omprei esse mais pela capa do que pela sinopse.         O assunto é muito interessante: propaganda subliminar levada a extremos para o lançamento de um novo refrigerante.  A trama é bem envolvente, contada sob a ótica de 3 personagens. A cada capítulo muda-se o ponto de vista. A história é bem escrita e bem desenvolvida, mas achei o final muito abrupto.  O autor poderia finalizar melhor o livro, tudo fica muito a resolver.  Dá impressão que houve pressa ou falta de imaginação para se terminar bem a história.              Não vou contar o que acontece, mas algumas coisas ficam mal resolvidas. Senti que ao longo...