Pular para o conteúdo principal

O Mago

      Antes de mais nada, esse livro não é uma auto-biografia, foi muito bem escrito por Fernando Morais (o mesmo biógrafo de Olga). Isso faz toda a diferença, porque dá ao leitor o distanciamento necessário para mergulhar na vida do polêmico mago e escritor, sem se sentir doutrinado pela sua filosofia de vida.
      Devo dizer que nunca fui muito fã dos livros dele ou do assunto magia. Antes de ler esta biografia, havia lido apenas "O Alquimista" e "Brida", e não me interessei em ir atrás de outros mais. Mas ao ver uma entrevista com o Fernando Morais, fiquei muito curioso.
     Fiquei arrebatado ao ler a biografia! Este livro me influenciou mais do que qualquer outro que eu li nos últimos anos (com exceção o do Haruki Murakami que eu postei aqui). E não foi pela religiosidade e pela magia que permeiam toda a obra, mas principalmente pela sua trajetória.


     Em meio a muito mais erros que acertos, Paulo Coelho passou metade da sua vida buscando iluminação e a realização de um sonho.
     A iluminação veio por meio da busca pela magia e sabedoria. Paulo sempre foi católico, mesmo se envolvendo um período com o culto ao demônio. E desde seu primeiro livro de sucesso: "Diários De Um Mago" ele encontrou uma "religiosidade mágica", e vem trilhando seu caminho, semeando sabedoria e paz através de seus escritos. 
      A realização de seu sonho, sua obsessão, é o que ele desfruta hoje: um dos mais famosos e bem sucedidos escritores do mundo. Um verdadeiro popstar internacional, com sua obra traduzida em 69 línguas e editada em 150 países, e membro da Academia Brasileira de Letras.


     Além de sua história, que é interessantíssima, o livro narra muito também de Raul Seixas, que foi amigo e parceiro musical de Paulo por muitos anos.
    Essa biografia merece ser lida por todos. Paulo Coelho tem uma história de vida ímpar, amado e detestado, da beira da auto-destruição ao estrelato máximo. Um livro maravilhoso!  
Fernando Morais

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

How I Met Your Mother

Desde o início das séries de tv, um gênero que sempre rendeu boas histórias e personagens é o que aborda os encontros e desencontros da vida de solteiro. Seriados sobre grupos de amigos como "Friends" e "Seinfeld" bateram diversos recordes e conquistaram milhões de fãs pelo mundo.

      Um grande candidato a ser imortalizado é "How I Met Your Mother", literalmente: Como Eu Conheci Sua Mãe. Partindo do relato de um pai para seus filhos em 2030, de como conheceu a mãe deles. Ted, o pai, conta  suas aventuras de solteiro em Nova Iorque com seu grupo de amigos, suas ex-namoradas e casos, enquanto ele não encontra a mulher ideal para casar.

      Os personagens do seriado são muito bons e interpretados por atores muito carismáticos. Nos EUA, o programa é muito popular e já está na sétima temporada. Várias personalidades já fizeram participações, entre elas: Britney Spears, Katy Perry, Jennifer Lopez, Jorge Garcia (Hurley de Lost) e Amanda Peet. No Brasil f…

Jackson Pollock - A História (De Mentira)

Jackson Pollock foi um pintor norte-americano expressionista abstrato. Inovador, ele não usava pincéis ou cavalete. Sua técnica consistia em gotejar ou espalhar a tinta sobre a tela com diversos instrumentos, estando ela no chão. Esta forma de pintura se chama action painting ou gestualismo.

      As obras dele são densas, cheias de nuances. Nunca vi um quadro dele pessoalmente, mas em foto, o efeito das camadas de tinta é de uma textura rica, com profundidade. Adoro arte abstrata! Minha mãe é artista plástica e eu gostaria muito de ter herdado esse talento dela.       Abaixo, algumas telas de Pollock:



     No excelente site sobre arte, mídias e tendências: updateordie.com, vi esta bela animação francesa de Léo Verrier. Uma homenagem em curta-metragem a esse grande artista, Jackson Pollock. Deslumbrante!
Dripped from ChezEddy on Vimeo.

Ayo - Joyful + Gravity At Last + Billie-Eve

Esta cantora alemã/nigeriana não é muito conhecida por aqui. Mas é um imenso talento já aclamado na Europa. Ouvi sua música pela primeira vez há alguns anos, quando baixei seu excelente álbum "Joyful", de 2006. Este inclusive, recebeu diversos discos de ouro e platina no velho continente.

      Na verdade é até difícil dizer qual de seus três discos é o melhor. Em todos ela imprime elegância e personalidade com sua bela e marcante voz. Passeando por diversas vertentes, suas canções flertam com o reggae, soul, blues, e até com o rock. 

      Mas o segundo, "Gravity At Last" (2008) é definitivamente o mais conciso, mesclando reggae e música africana. O terceiro trabalho lançado, "Billie-Eve" (2011), tem o nome de sua filha e é o mais pop entre eles.

      Destaque para as canções "Down On My Knees" do primeiro álbum, "Change" do segundo, e a contagiante "We've Got To" do terceiro. Além de uma ótima versão de "I …