Pular para o conteúdo principal

Stand By Me - Conta Comigo

      Esse filme tem um valor sentimental para mim. Na verdade, tanto o filme quanto a trilha sonora. 
      Foi a primeira vez que eu fui ao cinema sozinho. Adorei a experiência! Não só pelo filme, me apaixonei pela sala escura, pelo ritual do refrigerante, pipoca doce, trailers e esquecer do mundo lá fora por pelo menos uma hora e meia. Daí pra frente eu repetiria essa experiência em inúmeras tardes de sábado.


     Muita gente já deve ter visto na TV, mas a história é bem simples: um grupo de amigos, formado por quatro garotos, fica sabendo do cadáver de um menino que foi achado na linha do trem, e resolvem fazer uma expedição até lá. Durante a aventura, os inseparáveis amigos se aproximam mais, cada um mostrando suas fraquezas e, nesse primeiro passo para o amadurecimento, percebem que sua amizade não durará mais que um verão.
      Os garotos são ótimos! Todos continuaram atuando em séries de tv ou filmes menores, com exceção de River Phoenix, o garoto rebelde. Ele começou uma promissora carreira, com bons papéis, e morreu de overdose ainda novo. Grande perda...


      A trilha sonora é outra pérola! Foi o segundo LP que eu tive, o primeiro foi o "Like A Virgin" da Madonna (mais do que óbvio para um pré-adolescente dos anos 80!). Lembro que meu pai me perguntou o que eu queria de aniversário e eu falei desse disco. Ele comprou pra mim, mas me perguntou várias vezes depois se eu tinha certeza que era aquilo mesmo que eu queria!


      Totalmente ambientada no final dos anos 50, a trilha tem canções maravilhosas como "Everyday" do Buddy Holly, "Lollipop" de The Chordettes, "Great Balls Of Fire" do Jerry Lewis e a fantástica e emocionante "Stand By Me" de Ben E. King, e que dá nome ao filme. Quem quiser, pode baixar aqui!
      Abaixo, um clipe de "Stand By Me" com a participação do River Phoenix e Wil Wheaton (sim, é aquele do The Big Bang Theory!). 


Comentários

Mica disse…
"Stand By Me" é mais doce do que doce de batata doce.
Texto delícia, me senti novamente sentada no sofá à tarde comendo um pacote de bonno, sofrendo e me divertido com a jornada desses garotos.
Sobre a trilha sonora, lembro de olhar com curiosidade os discos do meu irmão, gostava dessa capa em particular, ela guardava algo de misterioso, a foto azulada, quase uma aquarela. Creio que parte da minha paixão por músicas dos anos 60 tenha vindo dai, o quanto gosto de Buddy Holly me faz lembrar destas tardes descompromissadas.
Robson Batt disse…
Muito bom, Mica! Gostei muito!
Esse filme, sem sombra de dúvida, está entre os maiores de todos os tempos.

Clássico da Sessão da Tarde.

Abraço.
regthorpe.blogspot.com
Robson Batt disse…
Clássico absoluto! Valeu pelo comentário!

Postagens mais visitadas deste blog

Herbert De Perto

O Herbert Vianna foi um dos meus grandes ídolos na adolescência. Ele era o cara! Usava óculos, tocava guitarra e cantava em uma das principais bandas de rock do Brasil, e ainda pegava a Paula Toller!        Ao longo do tempo, continuei muito fã dos Paralamas do Sucesso, e passei a admirar também seu trabalho solo e suas muitas parcerias, com artistas nacionais e estrangeiros. 

      Lembro do documentário "Paralamas em Close-Up", produzido pela HBO, que contava muito da história do grupo e um pouco do rock brasileiro. Muito bom! Quem quiser procurar, tem no Youtube em 13 partes.      Quando aconteceu o acidente com o Herbert eu não pude acompanhar direito. Eu estava trabalhando muito e não sobrava tempo pra nada. Só fui me lembrar dele quando o Paralamas lançou o disco "Brasil Afora" no início de 2009. Acabou que não escutei o álbum direito, mas voltei a ficar curioso sobre o Herbert e sua música.      No final de 2009 foi lançado esse documentário: "Herbert…

Janie Jones - A Caminho da Felicidade

Este longa-metragem foi lançado aqui no Brasil sem nenhuma divulgação, e acabou me despertando o interesse pelo contexto musical, mas tive uma imensa surpresa: o filme é muito bom! 

      Na trama, uma garota de 13 anos, Janie Jones (Abigail Breslin) é levada pela mãe, viciada em drogas, (Elisabeth Shue) para conhecer seu pai, Ethan Brand (Alessandro Nivola), um decadente band leader. Mas a mãe acaba sumindo, deixando a filha para o pai cuidar por um tempo, enquanto ela se livra do vício. Em meio à inaptidão de Ethan como pai e uma certa rejeição quanto à sua filha Janie, eles se aproximam, enquanto a banda dele acaba.

      Mesmo a história não sendo muito original, o filme conquista pelas ótimas interpretações e pela excelente trilha sonora alt-country da banda Clem Snide. A sintonia entre a dupla central, pai e filha, é vibrante, principalmente nos momentos em que a música fala mais alto, e percebe-se que o talento musical é hereditário.

     O diretor David M. Rosenthal sou…

Let's Get Lost - Chet Baker

Chet Baker foi um dos maiores músicos de jazz da história. Cantor e trompetista fenomenal, menos virtuoso e muito mais cool que boa parte dos jazzístas da época. Ele transbordava sensibilidade e musicalidade em sua obra. E esse documentário maravilhoso faz jus a seu imenso talento. 

      Todo em preto e branco, com belíssimas imagens, o filme é mais poético que documental. Ele traça toda a turbulenta história de Chet de forma não linear, não se preocupando de início em contar a vida dele, mas em seduzir o espectador com sua música e seu charme.        Os depoimentos são intercalados por cenas de Chet cercado de mulheres e admiradores (entre eles um Flea garotão), e a bordo de um Cadillac conversível, além de muitas imagens dele jovem. As partes mais duras do histórico do jazzista são deixadas para o final: suas prisões, o vício em heroína, o incidente que o fez perder vários dentes e o abandono da ex-mulher e seus quatro filhos. 
      Mas o diretor não busca levantar a verdade ou…