Pular para o conteúdo principal

Juliet, Nua e Crua

      Como eu já falei algumas vezes por aqui: O Nick Hornby é um dos meus autores favoritos. Já li boa parte de seus livros, e os que ainda não li estão aqui na minha estante esperando a sua vez. Além de que seu best-seller "Alta Fidelidade" está no meu Top 5 permanente. 
      Seus livros nem sempre são ótimos, mas sua maneira de escrever, com o texto rico, cheio de referências à cultura pop, e sua visão do mundo me agradam muito.


      Pela sinopse, tendo o meio musical como pano de fundo, tive a certeza de que era um Nick Hornby dos bons! É a história de um músico que fez muito sucesso nos anos 80, Tucker Crowe, que de repente sumiu. Resolveu se exilar sem dar explicações do porquê a ninguém. Décadas depois, um grupo de fãs mantém o culto a ele por meio de um fórum na internet. Um de seus fãs mais ferrenhos, Duncan, mora numa cidadezinha da Inglaterra, e mora com Annie. Com o lançamento do álbum de maior sucesso de Crowe, "Juliet", em versão voz e violão: "Juliet, Nua e Crua", o casal briga por terem opiniões diferentes quanto ao disco e se separa. Ambos escrevem no fórum suas resenhas: ele adorando, e ela criticando. Mas ela acaba recebendo um e-mail do próprio Tucker Crowe, elogiando seus comentários, e os dois começam a se corresponder.
       O livro é muito bom de se ler! Variando de ponto de vista entre os capítulos, consegue-se entender o drama de cada um dos personagens.
       O ex-ídolo Crowe é muito bem construído e segura muito bem a trama até contar o que o fez se exilar. Duncan parece um pouco exagerado, mas quando se olha o lado fã de cada um, vemos que não é. Annie é a personagem mais comum, no meio do caminho entre o adorador e o adorado, ela é uma mulher que acha que perdeu tempo demais abrindo mão de si mesma, e quer muito ser feliz. Só achei que a história renderia um pouco mais. Termina um pouco cedo demais, mas não compromete.
       E a capa é muito bonita! Se fosse de um autor desconhecido, eu acabaria comprando (pra variar...). Super recomendado!

Nick Hornby

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ayo - Joyful + Gravity At Last + Billie-Eve

Esta cantora alemã/nigeriana não é muito conhecida por aqui. Mas é um imenso talento já aclamado na Europa. Ouvi sua música pela primeira vez há alguns anos, quando baixei seu excelente álbum "Joyful", de 2006. Este inclusive, recebeu diversos discos de ouro e platina no velho continente.

      Na verdade é até difícil dizer qual de seus três discos é o melhor. Em todos ela imprime elegância e personalidade com sua bela e marcante voz. Passeando por diversas vertentes, suas canções flertam com o reggae, soul, blues, e até com o rock. 

      Mas o segundo, "Gravity At Last" (2008) é definitivamente o mais conciso, mesclando reggae e música africana. O terceiro trabalho lançado, "Billie-Eve" (2011), tem o nome de sua filha e é o mais pop entre eles.

      Destaque para as canções "Down On My Knees" do primeiro álbum, "Change" do segundo, e a contagiante "We've Got To" do terceiro. Além de uma ótima versão de "I …

Jackson Pollock - A História (De Mentira)

Jackson Pollock foi um pintor norte-americano expressionista abstrato. Inovador, ele não usava pincéis ou cavalete. Sua técnica consistia em gotejar ou espalhar a tinta sobre a tela com diversos instrumentos, estando ela no chão. Esta forma de pintura se chama action painting ou gestualismo.

      As obras dele são densas, cheias de nuances. Nunca vi um quadro dele pessoalmente, mas em foto, o efeito das camadas de tinta é de uma textura rica, com profundidade. Adoro arte abstrata! Minha mãe é artista plástica e eu gostaria muito de ter herdado esse talento dela.       Abaixo, algumas telas de Pollock:



     No excelente site sobre arte, mídias e tendências: updateordie.com, vi esta bela animação francesa de Léo Verrier. Uma homenagem em curta-metragem a esse grande artista, Jackson Pollock. Deslumbrante!
Dripped from ChezEddy on Vimeo.

Stand By Me - Conta Comigo

Esse filme tem um valor sentimental para mim. Na verdade, tanto o filme quanto a trilha sonora.        Foi a primeira vez que eu fui ao cinema sozinho. Adorei a experiência! Não só pelo filme, me apaixonei pela sala escura, pelo ritual do refrigerante, pipoca doce, trailers e esquecer do mundo lá fora por pelo menos uma hora e meia. Daí pra frente eu repetiria essa experiência em inúmeras tardes de sábado.

     Muita gente já deve ter visto na TV, mas a história é bem simples: um grupo de amigos, formado por quatro garotos, fica sabendo do cadáver de um menino que foi achado na linha do trem, e resolvem fazer uma expedição até lá. Durante a aventura, os inseparáveis amigos se aproximam mais, cada um mostrando suas fraquezas e, nesse primeiro passo para o amadurecimento, percebem que sua amizade não durará mais que um verão.       Os garotos são ótimos! Todos continuaram atuando em séries de tv ou filmes menores, com exceção de River Phoenix, o garoto rebelde. Ele começou uma promis…