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Hell: Paris - 75016

      Este livro é cheio de frases como: "Sou uma putinha, daquelas mais insuportáveis. Meu credo: seja bela e consumista." ou "Sou jovem, bonito, rico e lúcido. E este é o detalhe que põe tudo a perder.". A princípio parece que o livro é apenas egolatria, prepotência, uma apologia ao consumismo e ao elitismo. Mas no fundo é uma história de amor. Doentia, egoísta, distorcida e inconsequente, mas ainda assim, uma história de amor.
      

      A trama do livro é bem simples: Hell é uma jovem bela, fútil, riquíssima, sem perspectivas e revoltada com a vida por conta disso. Um dia ela conhece Andrea, seu reflexo masculino, e se apaixonam. Mas nem o amor redime suas vidas. 
      Em meio a tantos nomes de lugares chiques, marcas famosas, modelos de carro, cocaína, champanhe, e sexo, percebe-se uma rotina das mais implacáveis. Segundo Lolita Pille, fazer parte dos 0,01 % dos 10 % mais ricos tem seu preço: a liberdade. Os jovens milionários são solitários, fazem a ronda das butiques, frequentam a mesma boate, os mesmos restaurantes e transam entre si, evitando ao máximo se relacionar com os menos afortunados, vistos como aproveitadores. Para os ricos não há redenção.
      Mesmo com personagens mimados e antipáticos, e toda a futilidade retratada, a autora consegue envolver o leitor em seu texto confessional, com toques existencialistas. 
      O livro foi um best-seller na França e causou muita polêmica devido a Lolita Pille frequentar esse meio. É um tanto deprimente, mas vale a leitura!

Lolita Pille

Comentários

Giovani Iemini disse…
a primeira parte é boa, com a história da hell, mas quando a autora assume o papel da sua versão masculina, o texto fica chato e sem veracidade.
mas vale a diversão.

no fim, o espanto todo do livro é por conta da futilidade e pretensão dos riquíssimos. só.
Robson Batt disse…
Eu achei interessante o ponto de vista dele. Acho que reforça o final trágico.
Valeu! Abs!

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