Pular para o conteúdo principal

O Pequeno Livro do Rock

              Esse livro/graphic novel é único, fantástico!

      O Hervé Bourhis conta a história do Rock'n roll de 1915 a 2009 de maneira totalmente particular, misturando fatos, capas de discos, trechos de música, citações e muitas, mas muitas, ilustrações, formando um mosaico. 
      Além de se inserir como personagem, nos dando uma referência mais palpável de uma pessoa comum crescendo em meio ao Rock, ele também dá sua opinião crítica, mesmo que sutil. Promove algumas "batalhas", em meio à história, comparando discos de dois artistas como: David Bowie x Lou Reed, ou Radiohead x Grandaddy.
      Outro ponto interessante, é que ele não se limita aos Estados Unidos e Inglaterra, e cita muitos artistas franceses (afinal, ele é francês!) e alguns brasileiros, como João Gilberto, Mutantes e Sepultura.
        Para completar, no fim do livro tem uma lista com mais de 1.000 singles, de 1950 a 2009, divididos por ano, com o nome do artista e nome da música. Se alguém se habilitar, dá pra montar uma longa e deliciosa playlist!
       Depois deste livro, o autor lançou outro igualmente maravilhoso, com o mesmo formato, chamado "O Pequeno Livro dos Beatles", que eu já postei (aqui).
        Esse é o tipo de livro em que nunca se encerra a leitura!
Hervé Bourhis

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Janie Jones - A Caminho da Felicidade

Este longa-metragem foi lançado aqui no Brasil sem nenhuma divulgação, e acabou me despertando o interesse pelo contexto musical, mas tive uma imensa surpresa: o filme é muito bom! 

      Na trama, uma garota de 13 anos, Janie Jones (Abigail Breslin) é levada pela mãe, viciada em drogas, (Elisabeth Shue) para conhecer seu pai, Ethan Brand (Alessandro Nivola), um decadente band leader. Mas a mãe acaba sumindo, deixando a filha para o pai cuidar por um tempo, enquanto ela se livra do vício. Em meio à inaptidão de Ethan como pai e uma certa rejeição quanto à sua filha Janie, eles se aproximam, enquanto a banda dele acaba.

      Mesmo a história não sendo muito original, o filme conquista pelas ótimas interpretações e pela excelente trilha sonora alt-country da banda Clem Snide. A sintonia entre a dupla central, pai e filha, é vibrante, principalmente nos momentos em que a música fala mais alto, e percebe-se que o talento musical é hereditário.

     O diretor David M. Rosenthal sou…

Herbert De Perto

O Herbert Vianna foi um dos meus grandes ídolos na adolescência. Ele era o cara! Usava óculos, tocava guitarra e cantava em uma das principais bandas de rock do Brasil, e ainda pegava a Paula Toller!        Ao longo do tempo, continuei muito fã dos Paralamas do Sucesso, e passei a admirar também seu trabalho solo e suas muitas parcerias, com artistas nacionais e estrangeiros. 

      Lembro do documentário "Paralamas em Close-Up", produzido pela HBO, que contava muito da história do grupo e um pouco do rock brasileiro. Muito bom! Quem quiser procurar, tem no Youtube em 13 partes.      Quando aconteceu o acidente com o Herbert eu não pude acompanhar direito. Eu estava trabalhando muito e não sobrava tempo pra nada. Só fui me lembrar dele quando o Paralamas lançou o disco "Brasil Afora" no início de 2009. Acabou que não escutei o álbum direito, mas voltei a ficar curioso sobre o Herbert e sua música.      No final de 2009 foi lançado esse documentário: "Herbert…

Let's Get Lost - Chet Baker

Chet Baker foi um dos maiores músicos de jazz da história. Cantor e trompetista fenomenal, menos virtuoso e muito mais cool que boa parte dos jazzístas da época. Ele transbordava sensibilidade e musicalidade em sua obra. E esse documentário maravilhoso faz jus a seu imenso talento. 

      Todo em preto e branco, com belíssimas imagens, o filme é mais poético que documental. Ele traça toda a turbulenta história de Chet de forma não linear, não se preocupando de início em contar a vida dele, mas em seduzir o espectador com sua música e seu charme.        Os depoimentos são intercalados por cenas de Chet cercado de mulheres e admiradores (entre eles um Flea garotão), e a bordo de um Cadillac conversível, além de muitas imagens dele jovem. As partes mais duras do histórico do jazzista são deixadas para o final: suas prisões, o vício em heroína, o incidente que o fez perder vários dentes e o abandono da ex-mulher e seus quatro filhos. 
      Mas o diretor não busca levantar a verdade ou…