Pular para o conteúdo principal

A Rede Social e David Fincher

       Gostei do filme! Não o achei maravilhoso como outros do mesmo diretor. Mas é muito bem feito! O David Fincher nos presenteou com alguns dos mais memoráveis filmes das história: Seven, Clube da Luta e O Curioso Caso de Benjamin Button. 
       Neste caso, como em Zodíaco, o filme é um tanto prolixo, talvez intencionalmente, e isso afasta um pouco o público que não está disposto a assimilar tanta informação em pouco tempo. Mas, como em todo filme dele as atuações são muito boas: Jesse Eisenberg principalmente, está irretocável, com seu Mark Zuckerberg introspectivo e introvertido, mal contendo seu imenso ego. Até o Justin Timberlake está muito bem como o talentoso oportunista Sean Parker, criador do falecido Napster.
       A trama é boa e o filme envolve, tão logo se acostume com a quantidade de diálogos e informações técnicas. E mostrou a todos que é possível  se contar até a história de uma rede social, desde que de forma pertinente.
       Destaco duas cenas do filme: na primeira é durante um dos processos, em que Mark mostra a todos que ele não se acha melhor que os outros. Ele tem certeza!


       A segunda cena é da disputa de remo em Henley. Fantástica! Mesclando o ambiente antigo, nos cenários e figurantes, com o moderno nos atletas e na maravilhosa trilha sonora eletrônica. Não tem muito a ver com o resto do filme, mas mostra que o David Fincher é um dos melhores diretores do mercado norte-americano. Vejam outra sequência sensacional em outra postagem que eu fiz aqui.




Comentários

Jujubinhasdd disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Jujubinhasdd disse…
Eu gostei do filme, mas não achei fantástico nem nada parecido.O livro é melhor, e até aqui nenhuma novidade, porém eu acho que o livro passa impressões diferentes dos personagens, não sei, mas é um filme de entreterimente legal, com muita informação, e diálogos rapidos, como no início do filme, quando o Mark conversa com a namorada.Desde ali tu já tem uma premissa do resto.
Alcy Filho disse…
Rapaz, eu achei fantástico por quatro motivos:
1º - O clima. É simplesmente cativantes. Veja a cena inicial em que Mark caminha até Harvard. Linda!
2º - Atuações sem exageros e que me convenceram.
3º - Roteiro muuuito bom. Convenhamos que a premissa não é lá muito interessante. Mas o desenrolar dos fatos é!.
4º - Não subestima o espectador. Quase te joga na cara: "não entendeu? pesquise!", meio prepotente, mas ousado.

Para mim, em qualidade, compara-se aos outros do David Fincher. Menos ao Clube da Luta, que perfeito.

Ah...! Legal sua crítica. Sem muitos floreios, só com o necessário. Boa de ler :)
Robson Batt disse…
Eu achei o filme bom! Não é dos melhores do David Fincher, nem foi o melhor dos que concorreram ao Oscar.
Como eu não li o livro, não tenho como dizer sobre a abordagem de cada personagem. Mas, como você falou, o livro é sempre melhor (salvo raríssimas excessões)!
Na minha opinião, o grande mérito do diretor foi trazer toda essa urgência por informação dos dias de hoje, e que faz o Facebook ser pertinente, para dentro do filme por meio desses diálogos rápidos.
Robson Batt disse…
Concordo contigo em todos os pontos!
Obrigado!
Gostei muito do seu blog!
Vou visitá-lo mais vezes.

Postagens mais visitadas deste blog

How I Met Your Mother

Desde o início das séries de tv, um gênero que sempre rendeu boas histórias e personagens é o que aborda os encontros e desencontros da vida de solteiro. Seriados sobre grupos de amigos como "Friends" e "Seinfeld" bateram diversos recordes e conquistaram milhões de fãs pelo mundo.

      Um grande candidato a ser imortalizado é "How I Met Your Mother", literalmente: Como Eu Conheci Sua Mãe. Partindo do relato de um pai para seus filhos em 2030, de como conheceu a mãe deles. Ted, o pai, conta  suas aventuras de solteiro em Nova Iorque com seu grupo de amigos, suas ex-namoradas e casos, enquanto ele não encontra a mulher ideal para casar.

      Os personagens do seriado são muito bons e interpretados por atores muito carismáticos. Nos EUA, o programa é muito popular e já está na sétima temporada. Várias personalidades já fizeram participações, entre elas: Britney Spears, Katy Perry, Jennifer Lopez, Jorge Garcia (Hurley de Lost) e Amanda Peet. No Brasil f…

Jackson Pollock - A História (De Mentira)

Jackson Pollock foi um pintor norte-americano expressionista abstrato. Inovador, ele não usava pincéis ou cavalete. Sua técnica consistia em gotejar ou espalhar a tinta sobre a tela com diversos instrumentos, estando ela no chão. Esta forma de pintura se chama action painting ou gestualismo.

      As obras dele são densas, cheias de nuances. Nunca vi um quadro dele pessoalmente, mas em foto, o efeito das camadas de tinta é de uma textura rica, com profundidade. Adoro arte abstrata! Minha mãe é artista plástica e eu gostaria muito de ter herdado esse talento dela.       Abaixo, algumas telas de Pollock:



     No excelente site sobre arte, mídias e tendências: updateordie.com, vi esta bela animação francesa de Léo Verrier. Uma homenagem em curta-metragem a esse grande artista, Jackson Pollock. Deslumbrante!
Dripped from ChezEddy on Vimeo.

Ayo - Joyful + Gravity At Last + Billie-Eve

Esta cantora alemã/nigeriana não é muito conhecida por aqui. Mas é um imenso talento já aclamado na Europa. Ouvi sua música pela primeira vez há alguns anos, quando baixei seu excelente álbum "Joyful", de 2006. Este inclusive, recebeu diversos discos de ouro e platina no velho continente.

      Na verdade é até difícil dizer qual de seus três discos é o melhor. Em todos ela imprime elegância e personalidade com sua bela e marcante voz. Passeando por diversas vertentes, suas canções flertam com o reggae, soul, blues, e até com o rock. 

      Mas o segundo, "Gravity At Last" (2008) é definitivamente o mais conciso, mesclando reggae e música africana. O terceiro trabalho lançado, "Billie-Eve" (2011), tem o nome de sua filha e é o mais pop entre eles.

      Destaque para as canções "Down On My Knees" do primeiro álbum, "Change" do segundo, e a contagiante "We've Got To" do terceiro. Além de uma ótima versão de "I …